Candidatos
Pedro Estevam da Rocha Pomar, 51 anos, 33 na profi ssão, diplomou-se em jornalismo na Universidade Federal do Pará, depois de passar pelos jornais alternativos Nanico e Resistência. Trabalha desde 1999 como editor da Revista Adusp, da Associação dos Docentes da USP. Atuou na Gazeta de Pinheiros, na Folha de S. Paulo e na TV Gazeta – e assessorou sindicatos de trabalhadores em São José dos Campos e Ribeirão Preto. É mestre em História pela Unesp (2000) e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP (2006). Autor dos livros Massacre na Lapa (Fundação Perseu Abramo, 2006) e A Democracia Intolerante (Arquivo do Estado, 2003). |
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16 de Setembro de 2009 |
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A convocação, pelo governo federal, da 1ª Conferência Nacional de Comunicação Social (Confecom) materializou um projeto histórico dos movimentos sociais, grupos e entidades engajados na luta pela democratização da comunicação social no Brasil. É um acontecimento de extraordinária relevância política, social e cultural, visto que nosso país exibe um dos sistemas de mídia mais concentrados do mundo, voltado majoritariamente para fins mercantis e com escassa participação pública. Historicamente, o sistema de mídia brasileiro tem sido um dos pilares da dominação de classe, graças aos privilégios recebidos do Estado. A realização da 1ª Confecom abriria, desse modo, a possibilidade de apontar mudanças substanciais no panorama atual. |
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26 de Junho de 2009 |
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O Supremo Tribunal Federal decidiu que o exercício profissional do jornalismo não é mais exclusividade dos diplomados nos cursos de Comunicação Social – Jornalismo. E agora? Agora é preciso que se coloque a decisão e seus efeitos nos seus devidos lugares. |
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26 de Junho de 2009 |
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A melhor resposta dos jornalistas à revogação da exigência do diploma será a abertura imediata de um amplo processo de consultas, que envolva o conjunto da categoria – sindicalizados e não-sindicalizados --, juntamente com professores e estudantes de Jornalismo e outros setores da sociedade, com vistas à elaboração de um novo projeto de regulamentação profissional. Só assim, com base no apoio da maioria dos jornalistas e de um vasto leque de atores sociais, nossa proposta terá força e legitimidade para reverter o retrocesso imposto pela decisão arbitrário do STF. |
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29 de Junho de 2009 |
É falsa a idéia de que o jornalismo profissional seja o repositório da liberdade opinativa* "LIBERDADE de expressão" não é uma expressão de liberdade, é uma fórmula cuja utilidade política está em encobrir limitações e condicionantes do direito de expressão. Umas necessárias à sociedade, outras impostas para preservação de domínio. |
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19 de Junho de 2009 |
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O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é uma derrota para a sociedade brasileira, não esta que discute alegremente conceitos de liberdade de expressão e acredita nas flores vencendo o canhão, mas outra, excluída da discussão sobre os valores e os defeitos da chamada “grande imprensa”. São os milhões de brasileiros informados por esquemas regionais de imprensa, aí incluídos jornais, rádios, emissoras de TV e sites de muitas das capitais brasileiras, cujo único controle de qualidade nas redações era exercido pela necessidade do diploma e a vigilância nem sempre eficiente, mas necessária, dos sindicatos sobre o cumprimento desse requisito. |
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Quem nos apóia
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O Sindicato dos Jornalistas necessita, a meu ver, discutir cada vez mais as noções abrangentes que dizem respeito à profissão, como ética, valores, campos de ação, relações de poder, espaço público e democracia. Tão importante quanto debater temas como diploma, reajuste salarial e o futuro do jornalista é tratar de questões como concentração de mídia, relações de trabalho e o futuro do nosso país. Nesse sentido, não poderia deixar de manifestar meu apoio, nestas eleições sindicais, à Chapa 2, cujas propostas estão mais alinhadas com o que eu acredito serem as prioridades do momento. Confira todos os apoios |
Nosso Programa
São numerosos na nossa categoria os casos de doenças nervosas associadas ao ambiente de trabalho. A saúde dos jornalistas reflete as tensões geradas pelas péssimas condições de trabalho, assédio moral e remuneração insuficiente, como já visto acima. |
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