Curtas

Nesta eleição, 1.168 jornalistas tiveram seus votos validados.
A Chapa 2 recebeu 515 votos, 44% dos votos válidos. A Chapa 1, da situação, recebeu 653 votos, 56%.
 

Candidatos

Débora Oliveira, secretária de relações sindicais e sociais
 Jovem jornalista, formada em 2006 pela Unesp/Bauru, trabalha, desde então, com jornalismo político e ecônomico, em São Paulo. Já trabalhou no jornal DCI, Folha Online e, atualmente, atua em uma agência de notícias com economia internacional. Na área acadêmica, realizou projeto de iniciação científica sobre a relação entre jornalismo e formação de identidade para a Fapesp e projeto de cobertura do
Fórum Social Mundial para a Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp.
 
Primeira Página
Direção do Sindicato omite-se frente aos desmandos da família Marinho
Por Administrator   
21 de Abril de 2009
É urgente denunciar as demissões à população, procurar o Ministério Público do Trabalho, combater desvios de função e jornada de 10 horas

Diante das demissões realizadas pela Infoglobo, outra vez a categoria se viu abandonada pela direção do Sindicato dos Jornalistas. As demissões dos nove profissionais já configuram corte massivo passível de denúncia judicial, pois afetam quase 10% da redação do Diário de S. Paulo. Somados os fechamentos de postos de trabalho no Rio de Janeiro e em São Paulo, a holding demitiu 140 trabalhadores. Motivo para buscar imediatamente o apoio do Ministério Público do Trabalho!

O mínimo esperado da direção do Sindicato diante desta realidade seria uma visita ao jornal para organizar os colegas na busca pela reversão das demissões já efetivadas e para que cessem os cortes, além de medidas para denunciar à população o ocorrido.

No entanto, a diretoria recém-eleita limitou-se a fazer um “apelo” por meio do portal do Sindicato na Internet (como se patrões pudessem comover-se com apelos).  A direção do Sindicato tem entre seus membros um jornalista funcionário do Diário de S. Paulo, mas parece que isso conta pouco...

O coletivo Sindicato é Pra Lutar!, representado pela Chapa 2 na recente eleição, propõe que a diretoria do Sindicato dos Jornalistas faça valer seu mandato e enfrente sem vacilações os desmandos das Organizações Globo.

Reestruturação e pressões
As demissões ocorridas são o primeiro passo do processo de reestruturação anunciado pelo Diário de S. Paulo. A pressão pela jornada de 10 horas (freqüente na redação); o novo projeto gráfico que obrigará jornalistas de texto a diagramarem o jornal; e a pressão para que repórteres-fotográficos sejam substituídos por repórteres de texto que acumularão ambas as funções, além da redução física do jornal com o fechamento de editorias e enxugamento do número de páginas, evidenciam que a política é de mais cortes.

Os leitores também sairão perdendo: estarão, na melhor das hipóteses,  pagando o mesmo preço por um produto de menor qualidade!

Diante dessas medidas do patrão, nosso Sindicato precisa exigir a implantação do controle eletrônico de ponto para que os profissionais possam cobrar as horas-extras trabalhadas (como já acontece no Rio de Janeiro), combater os desvios de função, que ameaçam o emprego de repórteres-fotográficos e diagramadores, e denunciar que as demissões promovidas pelos Marinho não têm nada a ver com a crise, pois seus lucros continuam nas alturas.

Infelizmente, a diretoria recém-eleita do Sindicato não dá nenhum sinal de que vá efetivamente combater a política de superexploração praticada pelas Organizações Globo. Por isso, reafirmamos: Sindicato é pra lutar! Estaremos junto dos colegas do Diário de S. Paulo e de todas as redações, em defesa dos nossos direitos trabalhistas e também do direito ao trabalho.

 
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Quem nos apóia

Pablo Uchoa, BBC

 Creio que, no atual cenário do sindicalismo, da sociedade e do jornalismo no país, mudanças são bem-vindas, e devem ter como objetivo melhorar a diversidade e a qualidade do trabalho, assim como estimular e recompensar o profissional do jornalismo. Os debates sobre a formação do jornalista e sobre o exercício da profissão não devem se dar de forma descolada da bem-vinda multiplicação de comunicadores e dos avanços da tecnologia - e das possibilidades trazidas por esse avanço. A luta de um sindicato, para mim, deve ter sempre em conta esses processos mais amplos. Por afinidade de pensamento e confiança nos companheiros, contem com meu apoio.

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Nosso Programa

Defender o diploma de jornalista e a regulamentação da profissão
Defendemos a exigência do diploma de jornalista como condição para o exercício da profissão. No atual mercado de trabalho, que os grandes empregadores esforçam-se para que seja cada vez mais “selvagem”, o diploma representa uma linha divisória importante para conter o aviltamento salarial e assegurar a identidade da nossa profissão.
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