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É urgente denunciar as demissões à população, procurar o Ministério Público do Trabalho, combater desvios de função e jornada de 10 horas
Diante das demissões realizadas pela Infoglobo, outra vez a categoria se viu abandonada pela direção do Sindicato dos Jornalistas. As demissões dos nove profissionais já configuram corte massivo passível de denúncia judicial, pois afetam quase 10% da redação do Diário de S. Paulo. Somados os fechamentos de postos de trabalho no Rio de Janeiro e em São Paulo, a holding demitiu 140 trabalhadores. Motivo para buscar imediatamente o apoio do Ministério Público do Trabalho! O mínimo esperado da direção do Sindicato diante desta realidade seria uma visita ao jornal para organizar os colegas na busca pela reversão das demissões já efetivadas e para que cessem os cortes, além de medidas para denunciar à população o ocorrido. No entanto, a diretoria recém-eleita limitou-se a fazer um “apelo” por meio do portal do Sindicato na Internet (como se patrões pudessem comover-se com apelos). A direção do Sindicato tem entre seus membros um jornalista funcionário do Diário de S. Paulo, mas parece que isso conta pouco... O coletivo Sindicato é Pra Lutar!, representado pela Chapa 2 na recente eleição, propõe que a diretoria do Sindicato dos Jornalistas faça valer seu mandato e enfrente sem vacilações os desmandos das Organizações Globo. Reestruturação e pressões As demissões ocorridas são o primeiro passo do processo de reestruturação anunciado pelo Diário de S. Paulo. A pressão pela jornada de 10 horas (freqüente na redação); o novo projeto gráfico que obrigará jornalistas de texto a diagramarem o jornal; e a pressão para que repórteres-fotográficos sejam substituídos por repórteres de texto que acumularão ambas as funções, além da redução física do jornal com o fechamento de editorias e enxugamento do número de páginas, evidenciam que a política é de mais cortes. Os leitores também sairão perdendo: estarão, na melhor das hipóteses, pagando o mesmo preço por um produto de menor qualidade! Diante dessas medidas do patrão, nosso Sindicato precisa exigir a implantação do controle eletrônico de ponto para que os profissionais possam cobrar as horas-extras trabalhadas (como já acontece no Rio de Janeiro), combater os desvios de função, que ameaçam o emprego de repórteres-fotográficos e diagramadores, e denunciar que as demissões promovidas pelos Marinho não têm nada a ver com a crise, pois seus lucros continuam nas alturas. Infelizmente, a diretoria recém-eleita do Sindicato não dá nenhum sinal de que vá efetivamente combater a política de superexploração praticada pelas Organizações Globo. Por isso, reafirmamos: Sindicato é pra lutar! Estaremos junto dos colegas do Diário de S. Paulo e de todas as redações, em defesa dos nossos direitos trabalhistas e também do direito ao trabalho. |