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Após dispensar 11, Diário de S. Paulo, da família Marinho, coage repórteres de texto a substituir diagramadores e repórteres-fotográficos
A Infoglobo, braço das Organizações Globo que controla os diários Expresso, Extra e Diário de S.Paulo e seus respectivos portais, demitiu deste último jornal, no dia 14/4, onze trabalhadores, nove deles jornalistas. A direção do jornal diz que as demissões foram motivadas pela crise. Na realidade, porém, as Organizações Globo vão muito bem e estão lucrando centenas de milhões de reais. Agora, se aproveitam do panorama da crise para aumentar suas margens de lucros à custa de uma reestruturação produtiva. Os repórteres de texto têm sido pressionados a sair da redação com uma câmera embaixo do braço, para exercerem o papel de repórteres-fotográficos na execução de matérias. E o novo projeto gráfico forçará os jornalistas de texto a exercer também a função de diagramadores. Será o máximo em matéria de “sinergia”, apelido elegante que a família Marinho dá à superexploração do trabalho e ao acúmulo de funções. A empresa está divulgando uma “agenda positiva” que se resume a metas arbitrárias de cortes em despesas como água, cópias xerox e outras. A verdadeira “agenda positiva” da família Marinho está expressa nos lucros que segue acumulando graças à superexploração que impõe a nós, trabalhadores da nótícia. O balanço da Infoglobo divulgado no dia 2/4 aponta um crescimento de R$ 21 milhões na receita líquida bruta de publicidade e circulação: R$ 1,027 bilhão em 2008, contra R$ 1,006 bilhão em 2007. O lucro bruto chegou a R$ 555 milhões no ano passado e o lucro líquido bateu em R$ 172,8 milhões. O resultado mostra também um crescimento em relação a 2007, quando o lucro líquido da InfoGlobo foi de R$ 92,1 milhões. Já o balanço da Globo Comunicações e Participações (que engloba a TV aberta, Globosat, Globo.com, TV Globo Internacional, Globo Filmes, Editora Globo e Som Livre), divulgado no dia 26/3, mostra um crescimento de 14% da receita líquida do grupo em 2008. Os lucros chegaram a R$ 1,7 bilhão. No primeiro trimestre deste ano, o faturamento dos Marinho continuou crescendo (12% em relação ao mesmo período de 2008) e a previsão é de que o grupo feche o ano com um crescimento de 5% ou 6%. |