Curtas

Nesta eleição, 1.168 jornalistas tiveram seus votos validados.
A Chapa 2 recebeu 515 votos, 44% dos votos válidos. A Chapa 1, da situação, recebeu 653 votos, 56%.
 

Candidatos

Maíra Kubik Mano, secretária jurídica e de assistência
Active ImageFormada há cinco anos pela PUC-SP, Maíra Kubík Mano é editora-assistente do jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Já colaborou com diversas publicações, como Correio da Cidadania, jornal Brasil de Fato, Revista Adusp e Caros Amigos. Foi editora-assistente da revista
História Viva.
 
Primeira Página
Balanço contábil do Sindicato em 2008 esconde informações sobre caso Alcimir
Por Administrator   
15 de Maio de 2009
Diretoria conseguiu aprovar as contas nas assembléias. Mas elas foram apresentadas à categoria poucas horas antes da votação

Em nova manobra, a diretoria do Sindicato conseguiu aprovar o balanço das contas do Sindicato em 2008, apresentado à categoria poucas horas antes das assembléias em que ele seria votado. O documento apresentava dados insuficientes e não esclarecia as denúncias de irregularidades que envolvem o ex-diretor da regional de Bauru e atual secretário do Interior, Alcimir do Carmo.

Isso ocorreu no dia 30/4, em assembléias com pouca participação da categoria (uma vez que foram marcadas para uma segunda-feira ao meio dia e com convocação pífia) e apesar das diversas dúvidas suscitadas pela falta de informações e de documentos.

Como é sabido, o Conselho Fiscal do Sindicato dos Jornalistas aprovou, em 3/3/09, conforme consta da respectiva ata, “parecer unânime sobre irregularidades apontadas pela Secretaria de Finanças nas contas do diretor regional de Bauru e diretor adjunto da Secretaria do Interior do SJSP, Alcimir Antonio do Carmo".
A ata informa que, após analisar o relatório do secretário de Finanças "e a defesa feita pelo diretor regional de Bauru", e depois de examinar “notas fiscais e documentos de despesas anexados", o Conselho Fiscal decidiu rejeitar as contas, requereu o imediato afastamento de Alcimir e pediu ainda o ressarcimento aos cofres do Sindicato dos valores referentes a despesas não justificadas.

Viagem de Alcimir ao Japão custou R$ 14 mil
Apesar da determinação da diretoria de escamotear as informações referentes ao caso Alcimir, a assembléia de 30/4 em São Paulo foi marcada por novas denúncias contra o mesmo diretor. O companheiro Nilton Fukuda, repórter-fotográfico da Agência Estado, revelou que a Arfoc, entidade que representa esse segmento, foi “enganada e passada para trás” no episódio da viagem ao Japão.

A Arfoc, explicou o colega Fukuda, foi procurada pela direção do Sindicato para organizar uma exposição fotográfica no Japão. Caso se obtivesse um patrocínio, um representante da associação ganharia uma viagem para aquele país, com todas as despesas pagas, para acompanhar o evento.

Informada, cerca de um mês antes da data da viagem, de que o patrocínio fôra obtido, a Arfoc promoveu então um sorteio entre os profissionais que tiveram fotografias selecionadas para a exposição. O profissional sorteado programou-se para a viagem, comprou ienes e providenciou os documentos necessários, apresentando-os ao sindicato. Entretanto, poucos dias depois que a Arfoc entregou as fotos selecionadas para a exposição, o Sindicato informou que o patrocínio havia sido cancelado, “em razão da crise econômica”, relatou Fukuda na assembléia.

O Sindicato alterou o nome da exposição sem avisar a associação, não forneceu informações precisas sobre o período do evento e aqueles que enviaram as imagens não souberam detalhes da exposição. Mas o que realmente revoltou o pessoal da Arfoc foi saber que, ao contrário dos profissionais de imagem, o diretor Alcimir do Carmo foi enviado ao Japão para supostamente representar o Sindicato na exposição!

O mais grave é que o diretor viajou sem autorização da diretoria executiva. Sua viagem foi aprovada pessoalmente pelo presidente, Guto Camargo. No total, a viagem de Alcimir custou R$ 14.200 aos cofres do Sindicato (só a passagem de avião custou R$ 5.956).

Diretoria deve esclarecimentos aos jornalistas
Desde que teve acesso à ata do Conselho Fiscal, o movimento Sindicato É Pra Lutar! pede que a diretoria esclareça as denúncias, que vinham sendo encobertas há meses. É importante que a categoria tenha acesso a todos os documentos referentes a este episódio. Porém, nada disso foi feito, nem mesmo nas assembléias de prestação de contas realizadas em 30/4 na capital e nas regionais.

Está na hora de a diretoria esclarecer todas as irregularidades elencadas pela Secretaria de Finanças e pelo Conselho Fiscal nas contas do ex-diretor regional de Bauru e atual secretário do Interior, e tomar medidas para que o Sindicato seja ressarcido dos valores indevidamente gastos.

 
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Alipio Freire, Brasil de Fato

 Apoiar a chapa 2 é para mim um dever político. Nos próximos dois anos, "marola" ou crise, lançará a classe trabalhadora e o povo brasileiro (bem como em todo o mundo) em situação das mais graves. Os patrões tentarão mais uma vez nos fazer pagar por sua farra, por sua orgia permanente de superlucros e intensificação da exploração do nosso trabalho. As demissões virão em massa - aliás, já começaram. É necessário, portanto, a capacidade de nos organizarmos internamente à nossa categoria, e de nos articularmos com todas as demais forças e organizações populares e de trabalhadores, na construção e defesa de um projeto mais geral para nosso país. Essa possibilidade, entendo, depende de uma diretoria com o perfil desta nossa chapa.

Um abraço para todos e uma boa disputa.

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